O palco e o mundo


Eu, Pádua Fernandes, dei o título de meu primeiro livro a este blogue porque bem representa os temas sobre que pretendo escrever: assuntos da ordem do palco e da ordem do mundo, bem como aqueles que abrem as fronteiras. Como escreveu Murilo Mendes, de um lado temos "as ruas gritando de luzes e movimentos" e, de outro, "as colunas da ordem e da desordem".

Mostrando postagens com marcador Simone Rossinetti Rufinoni. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Simone Rossinetti Rufinoni. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Cida Moreira fala no Entreartes


Espero poder entrevistar em 17 de dezembro de 2020 com o professor Marcos Lemos a cantora e atriz Cida Moreira, às 18 horas. O evento é iniciativa do "Entreartes: conversas sobre a literatura brasileira", organizado por Lemos e Simone Rossinetti Rufinoni e ligado ao Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira da USP. Já foram realizadas entrevistas com Zeca Baleiro, Milton Hatoum e Bia Lessa, disponíveis no canal do programa. Nesta ligação, a conversa poderá ser acompanhada ao vivo.
Claro que fiquei muito feliz com o convite. Não falarei disso no momento, mas me lembro da primeira vez que a vi: foi na tevê, no chamado "Festival dos festivais", em que ela defendia "Novos rumos", de Rossini Ferreira e Ana Ivo, uma música de clima brasileiro e antigo (um choro), que não logrou premiação, mas de que gostei muito e foi uma das poucas desse momento que ficou em minha memória. No entanto, só a vi apresentar-se ao vivo depois de mudar-me para São Paulo, neste século.
Era 1985, e ela já tinha muita experiência artística, pois cantava e tocava piano desde a infância e, desde a década de 1970, se envolvera em diversos projetos teatrais importantes, entre eles "A ópera do malandro", além de "Ornitorrinco canta Brecht e Weill". Sua carreira impressionante inclui ainda o cinema e, no campo musical, abrange compositores tão diversos quanto Ligeti e Lamartine Babo, Janis Joplin e modinhas imperiais, Arrigo Barnabé e Custódio Mesquita, Amy Winehouse e Eduardo Dussek, Tom Waits e Hanns Eisler, entre outros. Sua identificação com Kurt Weill e Chico Buarque é muito celebrada.
Na coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, recomendo um volume dedicado a esta artista, escrito por Thiago Sogayar Bechara. Na conversa do Entreartes, buscaremos ouvir esta grande intérprete de Brecht sobre literatura brasileira.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Lançamento de Caminhos da lírica brasileira contemporânea

Este livro de ensaios, Caminhos da lírica brasileira contemporânea (org. Simone Rossinetti Rufinoni e Tercio Redondo) foi publicado pela Nankin em dezembro de 2013, mas somente neste 9 de abril de 2014 é que será lançado no Restaurante Central das Artes (rua Apinajés, 1081, em São Paulo).
A própria organizadora é um dos autores, bem como Eduardo Sterzi, Fabio Weintraub, Iumna Maria Simon, Priscila Figueiredo, Renan Nuernberger, Vilma Arêas e Viviana Bosi. Talvez de intruso, também entrei nessa prestigiosa lista, com um artigo sobre Nuno Ramos.
Embora predominem autores ligados à faculdade de Letras da USP (o que não é meu caso, naturalmente), as abordagens críticas são bastante diferentes, bem como o escopo dos ensaios. Alguns se detêm em um só autor, outros fazem referência a vários. Eduardo Sterzi, em um trabalho que tem Pasolini como centro, refere-se a Carlito Azevedo. Nuernberger trata de Angélica Freitas, Marília Garcia e Ricardo Domeneck e, para isso, passa por Leminski, Paulo Ferraz, Fabiano Calixto, Dirceu Villa e outros. Viviana Bosi analisa Rubens Rodrigues Torres Filho, Francisco Alvim e Sebastião Uchoa Leite. Fabio Weintraub debruça-se sobre Régis Bonvicino, Tarso de Melo, Sebastião Nicomedes e outros.
Alguns dos ensaios foram publicados anteriormente: o de Priscila Figueiredo sobre Airton Paschoa e o de Iumna Maria Simon, que tem Claudia Roquette-Pinto como objeto.
Neste livro há críticos que também são poetas: Sterzi, Weintraub, Figueiredo, Nuernberger, e alguns aparecem também como objeto de análises nos ensaios. Fabio Weintraub, por exemplo, é analisado por Simone Rufinoni; Priscila Figueiredo, por Vilma Arêas.
Também nesse aspecto, o livro é interessante por flagrar como os autores de hoje refletem sobre e são pensados por seus contemporâneos. Há uma conversa sendo urdida entre os poetas brasileiros? Provavelmente várias, e a obra apresenta algumas.