é inútil;
o sopro continua
e pode mover a terra.
Adie o réquiem para depois do fim,
esta música para ser vivida
com olhos fechados.
Os meus estão abertos.
Não chore a perda ainda,
enquanto as mãos podem ser dadas
elas não ficarão vazias.
Sei: o preparo da alma
é mais pesado do que o do corpo.
Não sucumba ao peso.
A alma se ergue
por seus próprios meios,
o ar sujeito a terremotos.
Não me sepulte antes da morte,
o sopro continuará
e sobre ele, nova terra,
os seus passos futuros.
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